Neymar Jr.

Campeão mundial em 2002, Rivaldo fala da herança da camisa 10 na seleção para Neymar Jr

O 10 não é só um número no futebol. Claro que um placar com este resultado é sensacional, mas quando falamos do camisa 10, remetemos nossa opinião ao ‘cara do time’, aquele que é um craque. Imagina então ser o cara da seleção?! Pois é, Rivaldo foi o felizardo que vestiu essa camisa tão significativa para nós brasileiros e, principalmente, na última vez que erguemos a taça de campeão da Copa do Mundo, em 2002.

Na edição do mundial a ser disputada agora no Brasil, quem terá a honra e a realização de um sonho será Neymar Jr. A busca pelo hexa campeonato terá os números cravados nas costas do atacante, para lembrar os velhos tempos que um de seus grandes ídolos no esporte honrou este número.

O ano era 1993 e Rivaldo estava atuando no Corinthians. Em um belo dia de treino, ele recebeu a notícia de que teve sua primeira convocação na carreira para vestir a amarelinha, em um amistoso contra a Alemanha, que no futuro ficaria marcada na sua vida e carreira.

“Não lembro quem me avisou. Foi um alegria enorme pra qualquer jogador quando é convocado pela primeira vez. É uma emoção muito grande, o sonho de qualquer um. Quando você está no clube é sonhar em chegar na seleção, você sonha em jogar uma copa e é ali foi um início. Foi um jogo na Alemanha,  perdemos de 2 a 1 e eu acabei ficando no banco”, relembra Rivaldo que ficou com mais vontade ainda de jogar.

Mas pouco tempo o separava de sua primeira partida e pouco ainda de seu primeiro tento pelo Brasil. “Fiquei com aquela vontade de jogar, estava frio e no mês seguinte já teve outro jogo. Em novembro eu estreie contra o México. Foi 1 a 0 e fiz o gol já na minha segunda convocação”.

Começava ali a relação com a camisa 10 hoje herdada por Neymar Jr. Muitos jogadores não se importam com o número da camisa que vestem, mas na seleção parece que tem uma mágica ou um encanto como conta Rivaldo.

“A diferença que tem é porque o 10 é o cara e por isso que te dão a 10. Você tem a referência de grandes jogadores como o Pelé e o Rivelino, Zico, Maradona, o Kaka Ronaldinho Gaúcho, o Raí, Silas e o Neymar. Quando coloca a 10 isso motiva mais e eu peguei a 10 na seleção jogando a Copa do Mundo de 98, na França. Lembro que o Zico me falou que eu seria o 10 fiquei tranquilo, mas a responsabilidade é grande”, lembra ele que considera ter este grande feito como um símbolo de ter chegado aonde queria e vencido.

Rivaldo disputou duas Copas do Mundo, em 98 e 2002, e ficou fora de jogo por apenas 20 minutos para dar lugar a Kaka. Já aposentado do futebol, agora ele vive também a expectativa de ver Neymar Jr estreando no mundial.

“Ele tem que manter a humildade e não cair na empolgação da imprensa. Tem que jogar do jeito que jogava no Santos e hoje no Barcelona, porque ele sabe que a responsabilidade é muito grande de disputar uma copa. Ele esta jogando com os melhores da seleção e vai ter apoio dos jogadores. É ter tranquilidade com o número 10, porque ele vai ter oportunidade de fazer gol. Pelo tempo que ele está no Barcelona, ele é bem maduro pra essa Copa do Mundo e hoje todos vão respeitar muito mais ele”.

Com a tranquilidade que demonstrou em campo no pentacampeonato, Rivaldo se mostra feliz em poder ver hoje Neymar em uma nova etapa de sua vida, ainda mais tendo a oportunidade de viver as mesmas experiências que ele ao disputar seu primeiro mundial e sobretudo por atuar no Barcelona.

“Pra mim é um orgulho ele se espelhar em mim e por estar hoje aonde joguei. Fico muito feliz por ele”.

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