Neymar Jr.

Apenas um gol separa Neymar Jr. de Coutinho na artilharia santista da Libertadores

Por Helena Passarelli O futebol de dois craques do Santos FC foi separado por 49 anos. Com características de goleadores distintas, eles foram marcados pelas jogadas que os consagraram na história do futebol. Depois de três gerações, apenas um gol separa Neymar Jr. de Coutinho na artilharia do Peixe na Libertadores. Coutinho balançou as redes adversárias na competição por 11 vezes, além de ostentar um ótimo aproveitamento ao consagrar-se bicampeão da Libertadores, em 1962 e 63. Já Neymar Jr. hoje defende a marca de 10 tentos, após conquistar o tricampeonato em 2011 e por jogar sua segunda Libertadores neste ano. A primeira edição do torneio aconteceu em 1960, sendo que na época não existia essa rivalidade que hoje consagra a Libertadores como um dos campeonatos mais desejados pelos clubes como lembrou Coutinho. “Naquela época não tinha esse lance que tem hoje. Hoje a Libertadores é um trauma pra todo mundo e para nós era mais um campeonato que a gente tinha que entrar e tentar vencer. O objetivo sempre foi de jogarmos para frente, de passar pelos adversários e conseguimos em duas oportunidades”. O ex-jogador contou que o time comandado por ele, Pelé, Pepe, Dorval e companhia foi bicampeão com certa facilidade. Mesmo diante de partidas decisivas, a pressão no elenco não era grande, até pela pouca repercussão da Libertadores. “Para nós hoje ela ainda é falada, ainda é lembrada. Tenho a boa lembrança de sermos campeões. Era uma equipe unida que batalhava um pelo outro, era como se fosse uma família e a gente se dava muito bem, como até hoje. A realidade é que o nosso treinador era uma pessoa tranqüila, nos orientava bem e correu tudo de acordo com aquilo que foi programado, então conseguimos alcançar o objetivo que era o campeonato e o bi também”. Avesso às comparações, Coutinho analisou o papel que sua geração e a de Neymar Jr. tiveram na Libertadores. “Eles estão se matando nos campeonatos pra poder classificar para a Libertadores e na nossa época não foi assim. Fomos jogando, jogando e falaram pra gente que ia ter a Libertadores e pra nós era mais um campeonato. Não pode comparar com a geração passada, porque hoje tem um certo prestígio, prêmios e na época para o Santos não interessava, pois trocou pelas excursões”. Assim como todo centroavante, Coutinho sabe que o importante é balançar a rede, independente se for de cabeça, peito, de trivela ou com o bico da chuteira e foi por isso que o gênio da pequena área figura na história, como o 3º maior artilheiro do clube na Libertadores. “Gol é gol, não importa se ele é feio, bonito. Acho que o gol é a alegria do espetáculo tanto para o torcedor quanto para o jogador. A lembrança que se tem é dos gols nas vitórias, que eram importantes”. Apesar desses anos que os separam, apenas um jogo vai aproximar estes dois grandes ídolos. Diante do The Strongest, quinta-feira (19), na Vila Belmiro, Neymar Jr. pode se igualar a Coutinho na artilharia da Libertadores. “Não tem comparação eu e o Neymar, porque a bola dele é uma e a minha foi outra. Eu até torço para que ele faça mil gols se possível, não estou preocupado se ele vai me passar ou não. O que interessa é que na minha época eu fiz os gols e fomos campeões”, finalizou o ex-jogador.

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